Nome Completo:
Thiago Rodrigues de Almeida
Unidade da USP:
Escola Politécnica
Programa de Pós-Graduação:
Engenharia de Sistemas Logísticos (MLog)
Nível:
Mestrado
Resumo:
Otimização da logística em Missões de Repatriação para salvar vidas. O trabalho aborda um desafio crucial e complexo: como planejar e executar, da forma mais rápida e segura possível, o resgate de cidadãos brasileiros presos em zonas de crise ou desastre? Partindo de um cenário de guerra ou desastre natural onde centenas de pessoas precisam ser repatriadas, essa operação não se trata apenas de empatia, mas um complexo desafio logístico, envolvendo: diferentes tipos de aeronaves (com características e capacidades distintas), diferentes origens e destinos (com eventuais restrições de capacidade e acessibilidade) e pessoas com diferentes níveis de prioridade (vulneráveis, feridos, etc.) esperando em zonas de risco. Desse contexto, a pesquisa resolve tal quebra-cabeça logístico usando modelagem matemática. Foi desenvolvido um algoritmo de planejamento que auxilia o tomador de decisão, fornecendo a melhor forma de executar isso de maneira bastante rápida. O modelo é ponderado por dois principais objetivos: 1. Minimizar o Sofrimento (sob viés humanitário), onde o algoritmo prioriza os cidadãos mais vulneráveis, garantindo que eles sejam evacuados primeiro. Para isso, penalizando o tempo de espera dos indivíduos ainda não repatriados, o modelo é forçado a encontrar a rota que tira as pessoas de alta prioridade da zona de risco nos primeiros voos disponíveis, salvando vidas e minimizando o sofrimento; e 2. Otimizar Recursos (sob viés operacional), onde o modelo programa a menor quantidade de voos necessária para cumprir a missão. Isso significa que ele garante que as aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) sejam usadas com máxima eficiência, transportando o maior número de pessoas por voo e economizando recursos públicos. Sobre contribuição para a sociedade, os resultados da dissertação apontam impactos diretos e indiretos. Em missões de resgate, o tempo é crucial e determina as chances de sobrevivência dos envolvidos. Logo, maior rapidez e segurança para decisões em momento de crises é o primeiro impacto, ao fornecer ferramenta de planejamento capaz de tomar decisões complexas em minutos, imune à vieses cognitivos e emocionais aos quais os tomadores de decisão estão submetidos em tais contextos. O segundo trata de independência nacional e prontidão para a ação, por contribuir com a capacidade de resposta do Brasil em operações de Defesa e Logística Humanitária no exterior. Ter um modelo de otimização próprio e calibrado reforça a Soberania Nacional e a capacidade logística para proteger nossos cidadãos em qualquer lugar do mundo. Outro impacto envolve eficiência Financeira. Ao otimizar o uso da frota, garantimos que cada real disponível para uma missão de repatriação seja melhor aproveitado, resultando em mais pessoas resgatadas com o menor custo operacional. Em suma, a pesquisa transforma um complexo problema de logística humanitária em um desafio matemático com um resultado claro: resgatar mais vidas, mais rápido e com maior inteligência operacional.